Apple encerra iPhone Upgrade Program e adota leasing da Klarna a partir de US$ 17,99
Sete modelos, entre eles o iPhone 16, ficam fora do programa, e a arrendadora é a Klarna Inc., não a Apple. Membros atuais do Upgrade Program terão de migrar.
A Apple substituiu hoje, nos Estados Unidos, o iPhone Upgrade Program e o iPhone Payments pelo Apple Upgrade, um produto de leasing ao consumidor operado pela Klarna, com mensalidades anunciadas a partir de US$ 17,99 no iPhone e US$ 11,99 no Apple Watch.
A Apple anunciou hoje o Apple Upgrade, programa de leasing de hardware fornecido pela Klarna e que abrange iPhone, Apple Watch, Mac e iPad. A adesão pode ser feita na Apple Store online, no aplicativo Apple Store e nas lojas físicas da companhia nos Estados Unidos. Segundo a Apple, o mesmo lançamento encerra duas rotas de financiamento já existentes: o iPhone Upgrade Program e o iPhone Payments deixam de ser oferecidos no país.
Essa substituição é a mudança de fundo. Desde 2015, a Apple oferecia a compra parcelada do iPhone por meio de um programa que administrava, em parceria com uma seguradora e um credor. O que entra no lugar é um contrato de arrendamento, e a contraparte é a Klarna Inc., não a Apple.
“Na Apple, colocamos o cliente no centro de tudo o que fazemos”, afirmou Karen Rasmussen, vice-presidente da Apple Store online, “e estamos entusiasmados por o Apple Upgrade oferecer aos nossos clientes, online e nas lojas, uma forma mais flexível de pagar pelos produtos que amam” (”a more flexible way to pay for the products they love”).
Como os termos estão estruturados
O Apple Upgrade oferece prazos de 12 e 24 meses para iPhone e Apple Watch, e de 24 e 36 meses para Mac e iPad. De acordo com a Apple, os prazos de 12 e 36 meses não estão disponíveis para todos os modelos. Os valores de entrada divulgados são de US$ 17,99 por mês no iPhone, US$ 11,99 no Apple Watch, US$ 24,99 no Mac e US$ 11,99 no iPad.
Quem adere pela primeira vez pode reduzir a mensalidade entregando um aparelho usado por meio do Apple Trade In. A Apple afirma que os valores mensais divulgados podem não incluir o valor estimado do aparelho dado na troca. Os pagamentos do arrendamento feitos com o Apple Card rendem 3% de Daily Cash. O Apple Card é emitido pelo Goldman Sachs Bank USA, filial de Salt Lake City, e está sujeito a aprovação de crédito.
As solicitações podem ser enviadas online ou na loja e são aprovadas pela Klarna. Todos os solicitantes passam por uma consulta leve ao histórico de crédito (soft credit inquiry) que, segundo a Apple, não afeta a pontuação de crédito. Não há exigência de depósito de garantia. Nas lojas, o aparelho é entregue de imediato; online, o cliente escolhe entre receber em casa e retirar em uma unidade física. As informações do contrato, incluindo cronograma de cobrança e parcelas restantes, ficam no aplicativo da Klarna, e não em uma interface da Apple.
Ao fim do prazo inicial, há três saídas: trocar por um aparelho mais novo, assinando um novo contrato e devolvendo o anterior; comprar o aparelho atual mediante pagamento único; ou devolvê-lo e encerrar a relação. A troca não é garantida e depende de elegibilidade e de aprovação de crédito. A Apple afirma que as mensalidades de um novo contrato podem superar as do contrato anterior.
Quanto custam os exemplos divulgados
A Apple publicou quatro exemplos nas condições detalhadas do programa, todos sem impostos e sem crédito de troca. São a indicação mais clara de como o preço do arrendamento se compara ao da compra direta.
Um iPhone 17 Pro com 256GB de armazenamento tem preço de compra de US$ 1.099. A mensalidade típica é de US$ 31,99 em 24 meses e de US$ 45,99 em 12 meses. Os dois cronogramas somam, respectivamente, US$ 767,76 e US$ 551,88 ao longo do prazo inicial.
Um Apple Watch Series 11 GPS de 42mm sai por US$ 399 na compra, com mensalidades típicas de US$ 11,99 em 24 meses e US$ 21,99 em 12 meses, o que resulta em US$ 287,76 e US$ 263,88.
Um iPad Pro de 11 polegadas com 256GB tem preço de compra de US$ 1.199 e mensalidades típicas de US$ 24,99 em 36 meses ou US$ 31,99 em 24 meses, totalizando US$ 899,64 e US$ 767,76.
Um MacBook Pro de 14 polegadas com 16GB custa US$ 1.999, com mensalidades típicas de US$ 38,99 em 36 meses ou US$ 53,99 em 24 meses, o que soma US$ 1.403,64 e US$ 1.295,76.
Nenhum desses totais transfere a propriedade. A Apple afirma de forma explícita que o cliente não é dono do aparelho ao fim do contrato, a menos que pague a taxa de compra, valor que o anúncio não informa.
As condições de saída
Encerrar o contrato antes do término do prazo inicial pode gerar o que a Apple descreve como taxas substanciais (”substantial fees”). Caso o cliente não tome nenhuma decisão ao fim do prazo, o arrendamento passa a vigorar mês a mês por até seis meses, período em que as mensalidades podem aumentar. Esgotada a extensão sem qualquer ação, a taxa de compra é cobrada automaticamente.
O seguro não está incluído. Podem incidir taxas por dano caso o aparelho seja perdido, roubado ou devolvido fora das condições exigidas pelo contrato. AppleCare+ e AppleCare One são vendidos à parte, e ambos cobrem acidentes, roubo e perda em produtos elegíveis, substituição de bateria e suporte 24 horas por dia, sete dias por semana.
Quem pode e quem não pode aderir
As condições de elegibilidade são mais estreitas do que a presença varejista da Apple. Os contratos estão disponíveis apenas para residentes nos Estados Unidos, excluídos os residentes em territórios norte-americanos. Os aparelhos arrendados só são enviados para endereços no território continental e demais estados, novamente com exclusão dos territórios, ou podem ser retirados em lojas da Apple no país.
O solicitante precisa ter ao menos 18 anos, ou a idade legal do estado onde reside, dispor de Social Security Number válido ou de número individual de identificação fiscal, apresentar cartão de crédito ou débito aceito, manter uma Apple Account regular, ter uma conta Klarna e conseguir receber códigos de verificação por mensagem de texto.
Sete produtos ficam de fora do programa: iPhone 16, iPhone 16 Plus, Apple Watch SE, MacBook Neo, Mac mini, iPad (A16) e Studio Display. A lista retira vários dos pontos de entrada mais baratos de cada categoria, o que condiciona o ticket médio das transações que passam pelo programa.
O arrendamento também não se aplica a acessórios recondicionados nem a diversas lojas online, entre elas o Apple Employee Purchase Plan, os programas corporativos de compra para funcionários, o Apple at Work para pequenas empresas e grandes companhias e os programas de compra para governo, educação, veteranos e militares.
Uma condição vale apenas para o iPhone. O arrendamento do aparelho exige a escolha de uma operadora elegível - AT&T, T-Mobile ou Verizon - e planos pré-pagos não são aceitos. O iPhone arrendado permanece desbloqueado, de modo que a troca de operadora continua possível, respeitados os termos de cada uma.
Os membros atuais do iPhone Upgrade Program não ficam sem alternativa. Segundo a Apple, quando elegíveis, podem arrendar um novo aparelho pelo Apple Upgrade, financiar pelo Apple Card Monthly Installments, comprar à vista ou recorrer ao financiamento das operadoras. O Apple Card Monthly Installments é uma opção com 0% de APR selecionada no checkout para produtos elegíveis, sujeita a aprovação e a limite de crédito.
O hardware coberto
O programa cobre a linha atual. No iPhone, entram o iPhone 17e com 256GB de armazenamento inicial, o iPhone 17 com tela ProMotion de até 120Hz e sistema de câmera Dual Fusion de 48MP, o iPhone Air e os iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max, movidos pelo chip A19 Pro.
No pulso, o Apple Watch Series 11 traz notificações de hipertensão e pontuação de sono, com até 24 horas de bateria e vidro que, segundo a Apple, é duas vezes mais resistente a arranhões do que o do Series 10. O Apple Watch Ultra 3 oferece até 42 horas de bateria, ou até 72 horas em modo de baixo consumo, além de comunicação bidirecional via satélite integrada.
No Mac, a cobertura abrange MacBook Air de 13 e 15 polegadas com chip M5 e até 18 horas de bateria, MacBook Pro nas versões M5, M5 Pro e M5 Max, o iMac com M4 e o Mac Studio com M4 Max e M3 Ultra. No iPad, estão o iPad Air com 12GB de memória unificada, o iPad Pro com M5 e tela Ultra Retina XDR e o iPad mini.
Por que isso importa para o mercado de marketing
O peso comercial do arranjo está com a Klarna, e não com o negócio de dispositivos da Apple. É aí que reside a relevância publicitária.
A receita publicitária da Klarna chegou a US$ 180 milhões em 2024, ante US$ 13 milhões em 2020, o equivalente a cerca de 6% dos US$ 2.800 milhões de receita anual da empresa, segundo o documento protocolado na SEC em 14 de março de 2025. O mesmo documento registrou perdas de crédito de US$ 495 milhões em 2024, ou 18% da receita total, razão estrutural para o avanço da companhia sobre uma linha publicitária de margem mais alta. Os produtos de anúncio da Klarna se apoiam em históricos de navegação, busca e transação, e se distribuem por busca patrocinada, um programa de afiliados e anúncios de marca em programática.
Uma carteira de contratos com a marca Apple acrescenta a essa base relações de valor alto e longa duração. Um arrendamento de 36 meses de MacBook Pro é uma relação de cobrança de três anos dentro do aplicativo da Klarna, bem mais longa do que as transações em quatro parcelas que formaram a empresa. O anúncio nada diz sobre o uso dos dados do arrendamento nos produtos publicitários da Klarna, e o texto não autoriza essa leitura. Verificável é o formato da relação: cobrança mensal, gestão dentro do aplicativo e um varejista de escala incomum.
A Klarna vem montando infraestrutura publicitária há anos. Sua plataforma Ads Manager foi lançada globalmente em 13 de novembro de 2023, e a empresa abriu acesso programático ao inventário por meio de uma parceria com a PubMatic anunciada em 2024, que citou taxas de clique três vezes superiores à média do setor dentro da rede Klarna. Os formatos incluem cards de produto, banners nativos em páginas de detalhe de transação e em e-mails de marketing, banners no padrão IAB, posições de loja em destaque e ofertas pós-compra.
O financiamento também já foi absorvido pela camada de checkout adjacente à publicidade em outros pontos do mercado. O Google incluiu Klarna e Affirm como opções de buy-now-pay-later dentro do Google Pay ao ampliar o Universal Commerce Protocol em 20 de maio de 2026, embutindo o parcelamento no checkout agêntico sem exigir que cada varejista negocie condições em separado. A direção é consistente: o financiamento passa a ser componente padrão das superfícies de comércio, em vez de uma integração feita caso a caso.
Os números macro explicam o movimento. O buy-now-pay-later movimentou US$ 75 bilhões em compras online nos Estados Unidos ao longo de 2023, alta de 14,3% sobre o ano anterior, e o uso de BNPL na Cyber Monday de 2024 alcançou US$ 991,2 milhões, com 75,2% das transações em dispositivos móveis. A flexibilidade de pagamento funciona hoje como variável de merchandising, e a exibição do preço em mensalidades altera a forma como o hardware premium aparece em comparadores de compra e em peças publicitárias.
Para a Apple, o movimento chega em um período de atividade incomum em seu próprio negócio de publicidade. A empresa renomeou o Apple Search Ads como Apple Ads em 14 de abril de 2025, passou a inserir múltiplas posições de anúncio na busca da App Store a partir de 3 de março de 2026, lançou o Apple Business em mais de 200 países em 14 de abril de 2026 e confirmou a publicidade no Maps para Estados Unidos e Canadá na teleconferência de resultados de 30 de abril de 2026, que reportou um trimestre recorde de US$ 111 bilhões diante de uma base instalada de 2,5 bilhões de dispositivos ativos. Uma atualização dos Termos de Serviço do Apple Ads em julho de 2026 ampliou a linguagem contratual para descrever superfícies publicitárias que não pertencem necessariamente à Apple.
O Apple Upgrade não é um produto publicitário, e nada no anúncio o conecta ao Apple Ads. Mas ele encaminha uma relação recorrente de cobrança com consumidores norte-americanos para uma empresa cuja estratégia trata explicitamente o retail media como caminho para a rentabilidade. Para quem acompanha a convergência entre comércio, pagamentos e inventário de mídia, esse é o detalhe a registrar.
Há ainda um desdobramento a considerar. A Klarna Technologies AB obteve indenização contra Google e Alphabet em 1º de julho de 2026, quando o Tribunal de Patentes e Mercado de Estocolmo concluiu que as mudanças feitas pelo Google em 2017 para atender a uma ordem da Comissão Europeia nunca puseram fim ao abuso condenado pela Comissão. A decisão fixou o principal da indenização em 950 milhões de libras esterlinas apenas para o mercado do Reino Unido. Uma empresa que passou anos litigando contra uma plataforma de busca dominante é agora a camada de financiamento sob uma plataforma de dispositivos dominante.
Linha do tempo
Outubro de 2016 - Apple lança os Search Ads nos resultados da App Store com uma única posição no topo da busca (em inglês)
13 de novembro de 2023 - Klarna lança globalmente sua plataforma Ads Manager, começando pelos Estados Unidos (em inglês)
Janeiro de 2024 - Buy-now-pay-later movimenta US$ 75 bilhões em compras online nos Estados Unidos em 2023, alta de 14,3% (em inglês)
Maio de 2024 - PubMatic e Klarna abrem acesso programático ao inventário de compradores da Klarna (em inglês)
Dezembro de 2024 - Gasto com BNPL na Cyber Monday chega a US$ 991,2 milhões, com 75,2% em dispositivos móveis (em inglês)
14 de março de 2025 - Documento de IPO da Klarna revela US$ 180 milhões de receita publicitária e US$ 495 milhões em perdas de crédito em 2024 (em inglês)
14 de abril de 2025 - Apple renomeia o Apple Search Ads como Apple Ads (em inglês)
3 de março de 2026 - Apple começa a inserir múltiplas posições de anúncio na busca da App Store no Reino Unido e no Japão (em inglês)
14 de abril de 2026 - Apple Business é lançado em mais de 200 países com publicidade no Maps, gestão de dispositivos e ferramentas de e-mail (em inglês)
30 de abril de 2026 - Apple reporta trimestre recorde de US$ 111 bilhões e confirma publicidade no Maps para Estados Unidos e Canadá (em inglês)
20 de maio de 2026 - Google adiciona Klarna e Affirm ao checkout do Universal Commerce Protocol dentro do Google Pay (em inglês)
1º de julho de 2026 - Tribunal de Patentes e Mercado de Estocolmo condena Google e Alphabet a indenizar a Klarna Technologies (em inglês)
Julho de 2026 - Apple atualiza os Termos de Serviço do Apple Ads com aviso prévio de 14 dias e linguagem que cobre superfícies não pertencentes à empresa (em inglês)
23 de julho de 2026 - Apple fecha acordo de navegação que coloca o Apple Maps na plataforma Universal Electric Vehicle da Ford (em inglês)
28 de julho de 2026 - Apple lança o Apple Upgrade nos Estados Unidos; o iPhone Upgrade Program e o iPhone Payments são descontinuados no país
Cobertura relacionada
Klarna solves profitability puzzle through millions in ads business (em inglês) - Detalha o crescimento da receita publicitária da Klarna, suas três linhas de produtos de anúncio e a economia de perdas de crédito que empurrou a empresa para o retail media.
PubMatic and Klarna join forces to enhance advertiser reach among high-intent shoppers (em inglês) - Cobre a integração programática que abriu o inventário da Klarna às plataformas de demanda no mercado norte-americano.
Google expands UCP to hotels, food delivery, and three new countries (em inglês) - Documenta a inclusão do financiamento de Klarna e Affirm dentro do Google Pay para o checkout agêntico.
Google loses 950 million pounds as court finds Shopping abuse never stopped (em inglês) - Examina a decisão de Estocolmo que concedeu indenização à Klarna Technologies por danos no comparador de compras.
Apple gives Ads terms 14-day runway to reach non-Apple platforms (em inglês) - Analisa a revisão contratual do Apple Ads em julho de 2026 e sua linguagem sobre inventário fora das superfícies controladas pela Apple.
Apple’s record $111bn quarter: Services, ads, and a CEO farewell (em inglês) - Reporta os resultados do segundo trimestre fiscal e a confirmação da publicidade no Maps pelo diretor financeiro da Apple.
Apple Business launches April 14 with Maps ads, MDM, and email tools (em inglês) - Apresenta a plataforma corporativa consolidada que carrega a capacidade de publicidade no Maps.
Apple will squeeze more ads into App Store search - here’s what changes (em inglês) - Explica a mecânica das posições adicionais de anúncio nos resultados de busca e o comportamento do leilão por trás delas.
Apple rebrands Search Ads business as ‘Apple Ads’ amid expansion (em inglês) - Registra a mudança de nome em abril de 2025 que antecedeu a expansão para além dos espaços da App Store.
Buy Now, Pay Later (BNPL) explodes in popularity during holiday season (em inglês) - Quantifica a adoção de BNPL ao longo de um ciclo completo de fim de ano, com atribuição de vendas por canal.
Cyber Monday 2025 preparation requires understanding 2024 (em inglês) - Destrincha o volume de BNPL na Cyber Monday e a participação móvel nessas transações.
Apple App Store hit $1.4 trillion in 2025 as AI apps grow 4x faster (em inglês) - Fornece o contexto de escala do faturamento do ecossistema da Apple e de seu inventário publicitário em expansão.
Resumo
Quem: Apple e Klarna Inc., com Karen Rasmussen, vice-presidente da Apple Store online, representando a companhia. A mudança afeta consumidores nos Estados Unidos, os atuais membros do iPhone Upgrade Program, as operadoras AT&T, T-Mobile e Verizon e os profissionais de marketing que acompanham mídia de varejo e infraestrutura de pagamentos.
O quê: Apple Upgrade, programa de leasing ao consumidor fornecido pela Klarna e que cobre iPhone, Apple Watch, Mac e iPad. Os prazos são de 12 e 24 meses para iPhone e Apple Watch e de 24 e 36 meses para Mac e iPad, com mensalidades iniciais anunciadas de US$ 17,99, US$ 11,99, US$ 24,99 e US$ 11,99, respectivamente. O lançamento descontinua o iPhone Upgrade Program e o iPhone Payments nos Estados Unidos. Sete produtos ficam de fora, entre eles iPhone 16, Apple Watch SE, Mac mini e Studio Display.
Quando: Anunciado em 28 de julho de 2026, com disponibilidade imediata.
Onde: Apple Store online, aplicativo Apple Store e lojas físicas da Apple nos Estados Unidos. O arrendamento não está disponível para residentes em territórios norte-americanos e não pode ser enviado para endereços nesses territórios.
Por quê: A Apple posiciona o programa como uma rota de pagamento mais flexível em suas categorias de dispositivos. Para a indústria publicitária, o arranjo transfere uma relação recorrente de cobrança com consumidores norte-americanos a uma empresa que construiu um negócio de retail media com US$ 180 milhões de receita publicitária em 2024 diante de US$ 495 milhões em perdas de crédito, no mesmo momento em que a operação publicitária da própria Apple se estende da App Store ao Maps e, pela linguagem contratual revisada, potencialmente para além das superfícies que a empresa controla.

